quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

AEROVOZ CONVÊNIOS


AEROVOZ - CONVÊNIOS

Companheiros

O Sindicato dos Aeroviários de Pernambuco firmou duas grandes parcerias para atender os seus associados.


Veneza Water Park
  
Ingressos unitários por R$28,00 nos meses de Outubro e Dezembro — demais meses R$23,00

Cada sócio poderá levar até 4 acompanhantes. Para ter acesso ao desconto, deverá apresentar sua carteira de sócio do sindicato dos aeroviários.
Obs. (Valor para não sócio é de R$74,00)

Faculdade dos Guararapes 

Desconto de 8% na mensalidade
Desconto de 70% na matricula
A cada 03 pessoas, os descontos vão aumentando, inclusive para os que já estão matriculados.
“Quem faz a empresa é você, mas quem garante seus direitos é o sindicato”

SINDAERO POR GILMAR DORIA

História do SINDAERO   
contada por Gilmar Doria                                   
Companheiros aeroviários, 
Com a experiência que adquiri, participando ativamente na administração do companheiro Chico Lemos, tive a honra de presidir o Sindicato dos Aeroviários de Pernambuco por 6(seis anos), no período de setembro de 2001 a setembro de 2007.
Ainda na administração do companheiro Chico Lemos, diversos diretores do sindicato (funcionários da VASP) foram demitidos, em virtude de perseguição política da administração do Sr. Wagner Canhedo, que em 1993 havia assumido a direção da citada empresa. Os demitidos foram: Edgar Barros, José Mariano, Maria Aparecida, Judas Tadeu e Gilmar Doria. Porém, no inicio de 1997, por força de decisão judicial, todos foram reintegrados ao quadro de funcionários da empresa. As perseguições a dirigentes sindicais continuavam, porém nada nos amedrontava.
Assumi a presidência do sindaero em 11 de setembro de 2001, infelizmente, naquele mesmo dia, houve o fatídico atentado ao Word Trade Center nos Estados Unidos, deixando de luto toda população mundial. Os reflexos negativos logo surgiram no Brasil, com diversos cancelamentos de vôos. Naquela ocasião, em busca de economizar, as empresas aéreas recorriam cada vez mais às terceirizações, e contratavam terceiras que desrespeitavam a legislação trabalhista e a convenção coletiva da categoria. O trabalhador sofria as mais diversas atrocidades, pois ao patrão só interessava o lucro. Uma dessas empresas era a General Service, criada tão somente para prestar serviços a VASP. Infelizmente, apesar de termos conseguido sucesso nos processos contra a General Service no Ministério Público e na Justiça do Trabalho, a referida empresa tercerizadora, pagou apenas a primeira parcela das verbas rescisórias, isso através do bloqueio da última fatura paga pela VASP, sumindo logo após, deixando todos os trabalhadores na mão.
Em seguida tivemos a paralisação das atividades da TRANSBRASIL no final de 2002, com a perda de centenas de postos de trabalho. Esses acontecimentos impactaram também, diretamente na queda de arrecadação da entidade, gerando um desequilíbrio financeiro em nossa administração. Mas não perdemos o animo e a vontade de trabalhar em prol da categoria, razão pela qual grande parte da diretoria, com algumas modificações e o nosso comando, tiveram mais uma vez a confiança dos trabalhadores que nos reelegeram para o Triênio 2003/2007.
Apesar dos poucos recursos, tivemos uma administração focada no combate às terceirizações fraudulentas e avançamos em várias conquistas com a atuação do Ministério Público, das quais ressaltamos, um piso especifico com a jornada de 06 (Seis) horas de trabalho para os trabalhadores que operam equipamentos e viaturas que são usados nos serviços de superfície dos aeroportos e o piso dos agentes de proteção aeroportuária (APAC), conforme estabelece a IAC 0163/1001-A criada pelo então DAC, com quem participamos nas discussões junto com os demais sindicatos de aeroviários para a sua criação.
Não obstante as intervenções e denuncias junto às autoridades competentes enfrentamos mais uma vez problemas com a terceirizada contratada da VASP a NEW HANDLEE, que vinha escravizando os trabalhadores e no que pode se chamar seu ultimo dia, culminou com o acidente onde tivemos a morte de um trabalhador, sem contar que os trabalhadores por pouco não foram garfados em seus direitos trabalhistas. O Sindicato junto ao MINISTÉRIO PÙBLICO DO TRABALHO ajuizou na justiça especializada, processo que hoje tramita na 19 Vara do Trabalho do Recife.
Continuavam as perseguições aos dirigentes sindicais por parte do Sr. Canhedo, pois a combatividade dos sindicatos aos desmandos daquela administração era declaradamente visível. Os sindicatos no ano de 2003 encaminharam ao Ministério da Defesa, que acabara de assumir o controle da aviação comercial, fortes denuncias de irregularidades na administração Canhedo. A VASP, sob a alegação de que o Sr. Gilmar Dória, como funcionário, havia denegrido a imagem, a honra e a boa fama da empresa, solicitou inquérito judicial, que tramitou na 19 Vara do Trabalho, onde ficou provado serem verdadeiras aquelas denuncias, determinando finalmente, que o mesmo fosse reintegrado ao quadro funcional, fato que se deu no final de setembro de 2004.
Em fevereiro de 2005, a VASP paralisa suas atividades, como já era de se esperar, deixando um imenso passivo trabalhista, que até hoje buscamos minimizar. Em 2008 é decretada a sua falência. Os sindicatos de aeroviários de todo Brasil, conjuntamente com a Federação Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil – FENTAC movem ações conjuntas para obter na justiça, o direito de administrar os patrimônios bloqueados do Sr. Canhedo, visando gerar recursos a serem destinados ao pagamento das dividas trabalhistas.
No dia 22 de junho de 2005, uma nova crise veio a tona, agora com a quebra da VARIG, e seu ingresso na nova lei de Recuperação Judicial. No inicio de 2006, algumas unidades produtivas do grupo FRB, como a VARIGLOG e a VEM-Varig Engenharia e Manutenção são vendidos. A VARIG mesmo assim, não consegue superar a crise, sendo comprada ainda em 2006, pela VARIGLOG, sua antiga subsidiaria, deixando inúmeros trabalhadores desempregados, os quais muitos recorreram a justiça em busca da sucessão trabalhista, pois não tiveram seus direitos respeitados. Como era de se esperar, varias empresas ligadas, direta e indiretamente a VARIG, são afetadas. Foi o caso, por exemplo, de empresas como a Gate Gourmet-Serviço de Bordo, e a SATA – Serviços Auxiliares de Transportes Aéreos, pois tinham a VARIG como principal cliente.
Após 6(seis) anos consecutivos de luta, deixo a presidência do sindaero com a certeza do dever cumprido, sendo sucedido pelo companheiro Luiz Pedro, que no meu ultimo mandato, havia contribuído em nossa administração como secretário geral.
Ao companheiro Luiz Pedro e sua diretoria, agradeço a oportunidade de poder contar um pouco da minha vida enquanto dirigente sindical, colocando na memória do sindicato, não só a minha trajetória, mas de todos que fizeram parte da luta pelos interesses dos trabalhadores aeroviários.

Gilmar Dória

SINDAERO POR CHICO LEMOS

História do SINDAERO                    
contada por Chico Lemos


A lei que regulamenta a profissão de aeroviário, foi promulgada em 1962, e nesse mesmo ano foram fundados a maioria dos sindicatos de aeroviários no Brasil. Apenas o sindicato dos aeroviários do Rio de Janeiro, que era nacional, defendia todos os trabalhadores aeroviários no Brasil, porém, era necessário se fundar uma Federação que comandasse com mais eficiência todo o território nacional, pois até ali, apenas o sindicato do Rio e o do Estado de São Paulo existiam. De acordo com a lei, na época, para se formar uma Federação, teria que ter no mínimo cinco sindicatos filiados. Assim fundou-se o sindicado dos aeroviários de Recife, de Belo Horizonte e de Belém do Pará.
Os sindicatos de Belo Horizonte e o de Belém do Pará, ficaram apenas cartoriais, ou seja, na prática não funcionavam, serviam apenas para complementar a lei, com cinco sindicatos. O sindicato dos aeroviários de Recife, foi fundado no dia 08 de março de 1962, sendo seu primeiro presidente o Grande companheiro Hercílio. Infelizmente quando da revolução de 1964, o mesmo foi preso, enviado para Fernando de Noronha, juntamente com Miguel Arrais, Miguel Batista e outros presos políticos. Hercílio não suportou as torturas praticadas pela revolução, vindo mais tarde falecer.
Porém, o sindicato dos aeroviários de Recife, mesmo sob o poder da revolução, continuou sua luta. Assim, vieram outras diretorias, inclusive, me lembro bem, da diretoria do saudoso Carloman, que foi pressionado por varias vezes a renunciar, pois os militares ameaçavam fazê-lo um comunista em 24 horas, e mandariam todos para os porões da ditadura.
Depois veio a diretoria do companheiro Airton, que foi quem mais governou o nosso sindicato, passou 18 anos, e que só foi interrompida após uma eleição bastante disputada, onde as Centrais Sindicais participaram ativamente da referida eleição, culminando com a vitória da chapa-2, encabeçada por mim, que fiquei conhecido no Brasil como Chico Lemos.
Foi justamente no ano de 1989, a eleição histórica comandada por mim, que mudou totalmente o curso da história do sindicato dos aeroviários de Recife, foi o primeiro sindicato de aeroviário e aeronauta a se filiar a Central Única dos Trabalhadores (CUT), incentivado pelo presidente da CUT-Recife Jairo Cabral e o Ex-presidente da CUT, Paulo Valença, passando o nosso sindicato a ser regido pelas normas da Central, e transformando totalmente as lutas sindicais de Aeronautas e Aeroviários no Estado e em todo o Brasil, pois incentivou os demais sindicatos de Aeroviários e Aeronautas a se filiar à CUT. Muitas vezes partiam daqui às principais medidas e ameaças de greve, fazendo com que os donos da aviação, assinassem convenções coletivas mais dignas para a categoria Aeroviária e dos próprios Aeronautas. Portanto o sindicato dos Aeroviários do Recife, foi o pioneiro na filiação na CUT de todos os sindicatos, de Aeroviário e Aeronautas.
Mais tarde, após uma discussão muito boa com o sindicato dos Aeroviários do Rio de Janeiro, que continuava e continua sendo um sindicato Nacional (o sindicato do Rio de Janeiro é uma sindicato Nacional, tendo em vista, que de acordo com o seu estatuto, a cidade que não tiver sindicato de Aeroviários no Brasil, a jurisdição é dele, mesmo porque foi o primeiro sindicato de aeroviários no Brasil), levamos o sindicato até Petrolina, transformando o nosso sindicado de Recife, para sindicato dos Aeroviários de Pernambuco.
No congresso de 1993, de Aeronautas e Aeroviários da Federação Nacional de Trabalhadores em Transportes Aéreos, FNTTA, em Mendes-RJ, tentamos regionalizar o Sindicato com o apoio das delegacias do Sindicato Nacional do Rio de Janeiro, de Natal, Maceió, João Pessoa e Fortaleza, todas subordinadas ao Rio, com a tese REGIONALIZAÇÃO, porém com os poucos Delegados que tínhamos, a tese não passou, porém nasceu a semente da Federação Nacional de Aeroviários e Aeronautas, FNAA, que hoje se transformou em Federação Nacional dos Trabalhadores na Aviação Civil, FENTAC, comandada pelo companheiro Celso Klafke do Sindicato dos Aeroviários de Porto Alegre.
A história do SINDAERO continua, assumindo a presidência, nos anos que se seguem, os companheiros Ely (SATA), e em 2001 a 2007 o companheiro Gilmar Doria (VASP). Atualmente, eleito para o mandato 2007 a 2010, assume a presidência o companheiro Luiz Pedro (VARIG). Trata-se de sangue novo na categoria, que pela sua postura, mostra claramente seu desejo de fazer do SINDAERO, um sindicato voltado aos anseios da categoria aeroviária. O companheiro Luiz Pedro vem cumprindo, junto com sua diretoria, o que prometeu em sua campanha! Vamos sempre lembrar o velho ditado: “Time que esta ganhando não se mexe”. O caminho a ser percorrido é difícil, mas precisamos ficar juntos e levar adiante o sonho de dias melhores.
Chico Lemos

SINDAERO POR AIRTON ROCHA

História do Sindaero                    
contada por Airton Rocha

UMA BELA TRAJETORIA SINDICAL Airton Rocha – 18 anos de luta
Companheiros,                                                                                                
Farei agora, um relato de nossa administração à frente do nosso sindicato, durante o período de 1971 a 1989. Nessa época chamava-se: Sindicato dos Aeroviários do Recife.
Assumimos o sindicato em precárias condições, com inúmeras dividas, entre elas o imposto predial, previdência social, FGTS e com a sede social penhorada. Convivemos durante anos com essa situação, e não podíamos deixar, que a classe aeroviária, perde-se tão bela sede, construída com tanto sacrifício por nossos antecessores. Não foi fácil, mas conseguimos implementar algumas ações.
Como primeira ação, nos preocupamos em saldar todas as dividas encontradas, o que conseguimos após vários anos. Elevamos o quadro social de 250 para 980 sócios, possibilitando assim, alem do pagamento das dividas, contratar mais funcionários para atender a categoria aeroviária. Vale salientar, que na época, tínhamos apenas um funcionário.
Firmamos um convenio medico/odontológico com a previdência social e com a FUSAM - Fundação de Saúde Amaury de Medeiros, admitindo uma enfermeira para vacinação infantil. Diversos outros convênios foram implementados ao longo dos anos, funcionando durante todo nosso período administrativo. Criamos também, a bandeira do sindicato e seu logotipo, que até hoje o simboliza.
Reformamos a sede social, concluindo a construção da parte superior do prédio, sede essa, idealizada e construída com sacrifício de companheiros como: Gentil Barbosa da Silva, Carloman de Brito Sampaio, Amaury Prates, José Carlos de Oliveira, Antão Marcelo Leão de Athaide e o Sr. Murilo Pinheiro. Também tiveram participação marcante, os companheiros Silvio Minto, José Trajano da Silva, Adalberto Machado Lins Filho e outros. Mas não podíamos parar!
Firmamos um convênio com a Fundação Guararapes e o Mobral - Movimento Brasileiro de Alfabetização. Implantamos um departamento jurídico, fins atender os associados em nossa própria sede. Adquirimos novo equipamento odontológico com raio x, e material ginecológico para cauterização uterina.
Conseguimos, através de negociação da convenção coletiva, concessão de passagem aérea para funcionários da SATA. Foram conquistadas também, durante nossa administração, diversos benefícios, como por exemplo, a garantia de emprego aos aeroviários com mais de 15 anos de casa e que estivessem a três anos ou menos para adquirir o direito a aposentadoria; garantia de emprego à aeroviária, quando a mesma retornasse ao serviço após o termino da licença maternidade, não podendo ser dispensada até 222 dias contados a partir do parto.
Conquistamos outros benefícios, que para época, foram conquistas fundamentais para o aprimoramento das hoje existentes. Tão difícil quanto conquistar, é saber garantir essas conquistas.
Não poderia também, deixar de exaltar a administração dos companheiros que me sucederam. Foram eles: Chico Lemos(VASP), Ely(SATA), Gilmar Machado(VASP) e em especial o atual presidente Luiz Pedro(VARIG), que com sua equipe competente e determinada, abriu as portas para os aposentados, que hoje contam com uma dependência exclusiva na sede do sindicato, valorizando e reconhecendo, a contribuição daqueles que dedicaram toda sua juventude para a construção de uma sociedade mais justa para os aeroviários do Estado de Pernambuco.
Também idealizou a confecção, por parte dos antigos presidentes, da historia detalhada do seu período de gestão, para que, o tempo não apague tão lindas lembranças, historias de lutas e conquistas, que só quem as viveu saberiam contar. Um verdadeiro líder, constrói um futuro sem esquecer daqueles que contribuíram no passado, aproveitando assim, as experiências adquiridas por aqueles.
Airton Rocha – maio de 2009

SINDAERO POR JOSÉ CARLOS



 Nova sede do Sindicato dos Aeroviários de Pernambuco          por José Carlos de Oliveira
UMA HISTÓRIA QUE PRECISAVA SER CONTADA (UMA VIDA, UMA LUTA – UMA NOVA SEDE)
Nos idos de 1968 os Aeroviários de Pernambuco lutavam tenazmente para conseguirem um lugar onde pudessem se reunir e trabalhar para uma melhor e adequada organização sindical.
Havia um sonho em se construir uma sede própria. A luta era um sonho quase utópico.
O Sindicato naquela época tinha uma estrutura não condizente com esse sonho, especialmente, no aspecto de estrutura de patrimônio e recursos financeiros.
A categoria era cerca de 600 aeroviários no Recife.
O sindicato funcionava numa sede alugada, com endereço à Rua da Palma, no Edifício SAEL, no centro do Recife. Na época, o sindicato acabava de sair de uma intervenção federal e se achava sob junta governativa. Havia uma equipe de membros quase em sua maioria de funcionários da VARIG. Entre eles os companheiros GENTIL BARBOSA DA SILVA, AMAURY PRATES, CARLOMAN DE BRITO SAMPAIO, e, outros que lutavam com muita dificuldade e quase sem nenhuma receita de mensalidades dos associados. Os bravos companheiros, especialmente o GENTIL BARBOSA idealizou e, juntamente com a Diretoria, resolveram adquirir um terreno, em Setúbal, no bairro da Boa viagem. O terreno adquirido foi pago em prestações com imensa dificuldade e por determinação dos companheiros. Nessa época o Sindicato fez eleição para a sua primeira Diretoria no período pós 31 de Março de 1964. A nova Diretoria executiva eleita teve como Presidente ANTÃO MARCELO LEÃO DE ATHAYDE CAVALCANTE, Diretor Tesoureiro JOSÉ CARLOS DE OLIVEIRA e Diretor Secretário CARLOMAN DE BRITO SAMPAIO, os quais seguiram pagando o terreno até a sua quitação. Paralelamente à luta pelo pagamento do terreno, lideraram um audacioso projeto para construção da nova sede. A luta foi árdua, após elaborarem projetos e planos para captar recursos, surgiu à idéia de apresentá-los à FEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES AÉREOS - FNTTA.
Após receber a proposta da Diretoria do Sindicato, o que foi realizado pessoalmente ao Sr.MURILO PINHEIRO, Presidente da FNTTA, que veio à Recife atendendo convite da Diretoria recém - eleita, o Sr.MURILO imediatamente ficou encantado e para surpresa de todos aprovou todo o plano, levando o projeto para o Rio de Janeiro, tendo na primeira reunião havida na sede da FNTTA, testemunhada pelo diretor do sindicato ANTÃO MARCELO LEÃO DE ATAHYDE CAVALCANTE sido aprovada. Em pouco mais de 60 dias com o testemunho do Tesoureiro que se achava na sede da FNTTA no Rio de Janeiro, foi liberado a primeira parcela do financiamento, efetuada com recursos próprios da própria Federação. Muitos companheiros da categoria com o decisivo apoio e parceria da direção da VARIG do Recife, de pessoas físicas como do jovem IVANILDO CORDEIRO DE MELO que desenhou gratuitamente a planta do projeto, do companheiro BRAGA mecânico da VARIG, do companheiro JOÃO TELLES, chefe de manutenção da VARIG, do Sr.AGNALDO LUZ. Representante local da DSA da VARIG, do Sr.JOSÉ JUVENTINO DE SOUZA, Gerente Geral da VARIG, do Senhor AVANILDO A.C. MARANHÃO da FUNDAÇÃO RUBEN BERTA, e anônimos outros, foram fatores fundamentais na execução do grande sonho da construção da sede.
A luta pelo planejamento e execução do plano financeiro foi executado, porém, um fato deve ser registrado, o Diretor Tesoureiro JOSÉ CARLOS DE OLIVEIRA, que durante a construção do prédio e por razões de doença dos Diretores ANTÃO MARCELO e CARLOMAN BRITO, por um longo período teve de conduzir os destinos do sindicato, com apenas 22 anos, teve a alegria de antes do fim da gestão da primeira Diretoria eleita pós 31 de Março de 1964, entregar com os demais membros da Diretoria, o novo prédio e nova sede própria, na época chamado de SINDICATO DOS AEROVIÁRIOS DO RECIFE. Um fato muito importante. Paralelamente a todo o trabalho que foi desenvolvido naquela época, a Diretoria que conduziu todo o Plano de construção da sede, deixou negociado com a Direção da FNTTA, para que o financiamento que foi efetuado e assumido pelo sindicato, através de empréstimo de longo prazo, sem juros, no caso de se chegar à conclusão da construção do prédio, seria verificado a possibilidade de ser levado o financiamento, a fundo perdido, o que terminou acontecendo, pois tudo que havia sido acertado e negociado com a FNTTA foi cumprido.
Vale um registro final que poderá ser comprovado nos registros históricos do Sindicato, todos os compromissos financeiros ficaram atualizados, inclusive, as primeiras amortizações do empréstimo tomado à FEDERAÇÃO. Com a sede do sindicato transferida da sala alugada na Rua da Palma no centro do Recife, ainda na gestão dos companheiros ANTÃO MARCELO LEÃO DE ATHAYDE CAVALCANTE, JOSÉ CARLOS DE OLIVEIRA e CARLOMAN DE BRITO SAMPAIO, o novo SINDICATO DOS AEROVIÁRIOS DO RECIFE, fortalecido, agora com o símbolo de estar em um local de pedra, cal e cimento, em sua sede própria, passou a funcionar em seu novo endereço à Rua CRUZEIRO DO FORTE Nº640, SETÚBAL, no bairro de BOA VIAGEM- RECIFE- PE.
José Carlos de Oliveira
Ex-Diretor Tesoureiro do Sindicato dos Aeroviários do Recife