Companheiras e
companheiros,
Apesar das tentativas das empresas
transportadoras de obterem vantagens com a prática ilegal de lockout,
reconhecemos que a manifestação dos caminhoneiros que vem parando o País nos
últimos dias é justa e legítima.
Mas, é necessário que as
trabalhadoras e os trabalhadores que integram o movimento se posicionem
demarcando os valores democráticos como esteio de suas reivindicações
específicas relacionadas à luta geral por uma nação venturosa e que rechacem
veementemente qualquer lampejo intervencionista de cunho militar e/ou
afins.
É imprescindível que denunciem para
a sociedade o presidente golpista Michel Temer e o serviçal presidente da
Petrobras Pedro Parente como os grandes responsáveis pelos preços abusivos dos
combustíveis e pelo caos absoluto instalado no País.
Muito embora, o governo golpista
tente transparecer que está buscando soluções resolver a questão por meio de
pronunciamentos públicos patéticos, é explícito que as medidas anunciadas são
paliativas já que a gestão entreguista da Petrobras adotou uma política de
transferência compulsória e imediata dos aumentos internacionais para o mercado
interno e de maximização dos preços dos derivados.
O objetivo final é de remunerar os
acionistas e colocar a empresa na vitrine das privatizações.
É insustentável a forma como o
temoroso governo pretende negociar com os caminhoneiros, apresentando um
acordo, que custará aos cofres da União, segundo estimativas do setor
econômico, cerca de R$ 5 bilhões para garantir que os reajustes de preços do
diesel sejam mensais e não diários, até o final deste ano.
Não há dúvidas de que o custo
fiscal dessa proposta, que incide sobre o PIS/Cofins, recairá fatalmente no
bolso da classe trabalhadora, cada vez mais penalizada com a política
ultraliberal fortemente marcada pelos retrocessos impostos ao desenvolvimento
social e econômico do Brasil.
Não obstante as tentativas de
manipulação política e midiática dessa paralisação dos transportes e suas
repercussões, é flagrante a incompetência, o descrédito e a incapacidade desse
desgoverno para dialogar com os movimentos sociais e sindical.
A maior demonstração disso é a
convocação da Força Nacional de Segurança Pública e o acionamento das polícias
estaduais para reprimirem os manifestantes.
Tendo em vista o caos exposto
acima, devemos continuar nas trincheiras de luta.
Por isso, propomos aos sindicatos
filiados à CUT que promovam encontros, debates e assembléias, considerando a
real possibilidade somar-se à paralisação dos caminhoneiros com protestos,
paralisações e greves em defesa dos direitos da classe trabalhadora e das
liberdades democráticas.
Não podemos permitir que
corporações empresariais, setores conservadores e grupos de extrema direita se
apropriem de nossas pautas para obtenção de vantagens econômicas e político-partidárias.
Sigamos firmes pela anulação da
reformada trabalhista, contra a terceirização, em oposição ao congelamento dos
investimentos sociais, em favor das eleições direitas, pela liberdade do
presidente Lula e contra todos os demais retrocessos impostos pelo governo
golpista ultraliberal.
Só com muita luta construiremos uma
nação justa, igualitária, soberana, com desenvolvimento e inclusão social.
Pelo
direito de Lula ser candidato!
Pelo direito do povo votar livremente!
Por eleições livres e democráticas!
Pelo direito do povo votar livremente!
Por eleições livres e democráticas!
Lula Livre!
Carlos
Veras
Presidente da CUT-PE
Presidente da CUT-PE
Recife,
27 de maio de 2018

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